Árvore do conhecimento !

"Apenas sei o que nada sei "

quinta-feira, março 31, 2011

Racismo no Brasil ?

Racismo no Brasil?

Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e até argentinos vivem neste país que hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.

Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’ mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.

O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!

Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.

Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele, religião, opção sexual...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu tal atrocidade. Mas, neste país, a verdade é que ninguém encara isto seriamente e quando atitudes idênticas a do jogador Grafite, do São Paulo Futebol Clube, acontecem causa estranheza nas pessoas. Grafite está errado em exigir seus direitos? Certamente, não! Mas, na verdade este fato deve ser de alento para que todos lutemos por vagas nas faculdades públicas, trabalho e, conseqüentemente, respeito! Porém, sem ter de passar pela humilhante condição de “cotas para negros” ou programas de televisão sensacionalistas que exploram a distinção racial e social para ganhar audiência. A cota tem de estar disponível para quem não tem condições de cursar uma faculdade paga. Mas, para que isto ocorra é necessário que haja uma reforma no ensino, com o objetivo de se melhorar e valorizar as escolas estaduais e municipais, para que seus alunos possam “brigar” por vagas em universidade gratuitas. A somatória de notas pela vivência escolar pode ser uma solução para o caso, contudo, mesmo assim, tem de acontecer uma reconstituição de educação no Brasil.

Voltando ao caso “Grafite”, dois fatos ficaram mal explicados e precisam ser explicados. O primeiro se refere ao fato de que se prática de racismo, no Brasil, é crime inafiançável, Desábato não poderia ter sido libertado mediante pagamento de fiança. Se o argentino pôde escapar, daqui para frente todos que forem indiciados neste artigo terão o mesmo direito. A outra preocupação é com a ação de alguns brasileiros que banalizam o acontecimento e começam a utilizar as palavras agressivas do zagueiro do Quilmes para hostilizarem os brasileiros, mesmo sendo mestiços e negros. Pior do que a atitude do argentino foi a do torcedor que jogou uma banana no campo do Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), no jogo da seleção brasileira contra a Guatemala. Isto é repugnante! Ainda neste pensamento, outro fato negativo, é que há jornalista esportivo no Brasil desdenhando de toda esta situação e, ainda, se posiciona contrário a atitude do atacante do tricolor. Isto é um absurdo! Um formador de opinião não pode cometer tal heresia.

Daqui para frente, tudo tem de ser diferente! O brasileiro tem de valorizar e acreditar em suas virtudes, para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos e por todos nós, além de almejar um posto de destaque no cenário mundial. Caso contrário, seremos sempre o país do futebol, do melhor corredor de automobilismo, da melhor ginasta, do melhor carnaval, mas, nunca teremos cadeira fixa nos conselhos mundiais, como a Organização das Nações Unidas, que definem as regras econômicas e comerciais vigentes.


sábado, março 26, 2011

Indicação do Filme da Semana - Indicado por Mirele

Código de Conduta 


Sinopse 


Clyde Shelton (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. 


Seu unico objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. Mas, se Clyde já está na cadeia, como o promotor poderá impedi-lo se ele está sempre um passo a frente de todos?


Nota 

9,5

quinta-feira, março 24, 2011

O que leva os adolescentes a Fumar ?

O que leva os adolescentes a Fumar ?
Pesquisa da Unifesp com estudantes de escolas particulares mostra diferenças entre gêneros nos fatores de risco para o tabagismo.
Uma política de saúde para prevenir e reduzir o tabagismo entre adolescentes deve levar em conta a diferença entre os fatores de risco para meninas e meninos. É o que mostra uma pesquisa realizada em 28 escolas particulares da cidade de São Paulo, envolvendo 2.691 estudantes.
Os jovens, com 16 anos em média, responderam um questionário sobre hábitos e comportamentos, como o número de vezes em que saíam para baladas (shows, bares, casas noturnas), frequência em atividades religiosas e relacionamento com os pais. O levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), confirmou que alunas e alunos são influenciados em medidas semelhantes quando têm familiares fumantes em casa. Porém, há diferenças entre gêneros quando são analisados outros fatores.
São maiores as chances de fumar entre os adolescentes que saem frequentemente à noite. E essa influência é maior no tabagismo entre as garotas. Um menino que vai a shows, boates ou bares com os amigos ao menos uma vez por semana tem nove vezes mais propensão a ser um fumante do que os que não têm esse hábito. Entre as meninas, as chances aumentam para 14 vezes. A farmacêutica e pesquisadora do Cebrid Zila Sanchez diz que os pais não devem, por isso, proibir os filhos de sair à noite. As baladas fazem parte da vida social dos adolescentes e compõem uma fase do amadurecimento e da formação dos jovens. “Tem é que controlar a saída dos filhos. Pode deixar sair, mas não tem que ser uma frequência diária.”, afirma Zila.
No relacionamento familiar, a pesquisa demonstrou que as meninas que afirmam nunca ter a atenção dos pais têm quatro vezes mais chances de fumar do que as que dizem ter atenção frequente. Entre os meninos, não foi possível detectar essa relação entre considerar não ter a atenção paterna e o tabagismo. No caso deles, o que mais conta é o fato de o pai ou a mãe (ou ambos) estarem vivos ou não. Aqueles que perderam um deles ou ambos têm 3,7 vezes mais chances de fumar. Zila afirma que tanto para meninos quanto para meninas melhorar o diálogo familiar ajuda na prevenção do tabagismo.
A religião é um ponto que influencia as garotas, mas a pesquisa demonstrou não ter impacto sobre o hábito de fumar ou não entre os garotos. Não participar de uma atividade religiosa ao menos uma vez por semana aumenta em três vezes a propensão da adolescente se tornar fumante.
Apesar das diferenças dos fatores de risco para o tabagismo entre os gêneros, a prevalência do cigarro entre meninas e meninos se mostrou igual na pesquisa do Cebrid (cerca de 14% fumaram nos 30 dias anteriores à pesquisa) em escolas particulares de São Paulo, o que não ocorre nas públicas, de acordo com outros estudos. Nos estabelecimentos públicos, a incidência é maior entre as garotas. O levantamento mostra que as políticas públicas para prevenção do tabagismo devem ter enfoques diferentes entre os gêneros e entre as classes sociais.
Fonte: Revista Época




Obs: "Sei que muito que me conhecem vão me chamar de louco pois sou fumante, mais é sempre bom conscientizar as pessoas e achei interessante a entrevista antes que me critiquem."

segunda-feira, março 21, 2011

Drogas Parte I

Adolescente cada vez mais usando drogas. Parte I

Adolescentes cada vez mais jovens, experimentando e caído nas armadilhas das drogas iludidos pela sensação de prazer que a droga proporciona, na maioria jovens que se entregam motivados pelos amigos a experimentar, mais em suas maioria são jovens com algum problema seja ele social pessoas menos favorecidas que crescem no meio de comunidades, que o trafico e marca registrada a violência esta em toda a parte e usam droga como forma de escape. Mais também vemos o inverso pessoa de classe media e classe alta, entrando cada vez mais nessa vida parte levado pelos “ AMIGOS ” e sofrendo de algum tipo de problemas familiares desde falta de atenção e afeto dos pais.
A maior porta de entrada para essa vida sem volta e a maconha, por fácil acesso em todos os lugares, e preço acessíveis, essa e a porta de entrada a de saída são poucas pessoas que conseguem achar, depois de muita ajuda. Mais não e o que vemos hoje em dia a maioria tratam os drogados como pessoa que não tem mais salvação, eu vejo ele como pessoas doentes, que precisam ser ajudadas e tratadas contra essa dependência química e física que a droga causa.


Esse e o primeiro post que estarei fazendo sobre o assunto esperam que tenha gostado da introdução, logo mais estarei trazendo mais matérias sobre o assunto procurando fazer algumas pesquisas para da um entendimento maior sobre essas drogas que assolam nossos jovens.

Tenham uma boa semana a todos obrigado pela atenção 

sexta-feira, março 18, 2011

Ditadura da Moda

Ditadura da Moda

A expressão - "a ditadura da moda" - é antiga e surgiu porque realmente a Moda sempre ditou duras regras, sempre estabeleceu padrões rígidos - quase inalcançáveis. E, como toda ditadura que faça jus ao nome, a Moda também sempre está envolvida com algumas técnicas de "tortura" - física e psíquica. Chegar o mais próximo possível do padrão de beleza imposto em cada época já envolveu tratamentos estranhos, longos, dolorosos e... caríssimos. A busca pela silhueta perfeita já exigiu o uso de espartilhos apertadíssimos - que mais pareciam idealizados por Torquemada... Hoje, a moda esta cada vez mais impiedosa, ela esta em todos os lugares escondido em tudo e em todos.
A moda acha sempre um jeito de controla sua vida primeiro ela divide você por estilos e depois determinas regras a ser seguida em cada um passando do pop ao rock do rap ao regge não importa o que você goste a moda vai lhe perseguir e obrigar a seguir tendências pré definidas para um único propósito controlar.
“Vamos aos poucos tentar mudar isso mais um pessoa só tentando e que nem um grão de areia na imensidão  do mar, vamos todo juntos quebrar os grilhos que nos prende a essa sociedade. Diga não a Ditadura da Moda

Sexta - feira Tempo Propicio pra assistir um bom Filme ai vai mais um indicação

“127 Horas

Sinopse

127 Horas é a história verdadeira do montanhista Aron Ralston (James Franco) e de sua incrível aventura para salvar-se depois que uma pedra solta cai sobre seu braço e o deixa preso num cânion estreito e isolado de Utah. Durante seu suplício, Ralston lembra-se de amigos, amores (Clémence Poésy), da família e das duas excursionistas que conheceu (Amber Tamblyn e Kate Mara) antes do acidente. Nos cinco dias seguintes, Ralston luta contra os elementos naturais e seus próprios demônios; até finalmente descobrir que possui a coragem e a fortaleza para encontrar alguma forma de soltar-se, descer por uma encosta de vinte metros de altura e caminhar por mais de doze quilômetros até ser finalmente resgatado. Apresentada através de uma estrutura narrativa dinâmica, 127 Horas é uma história visceral e emocionante que conduzirá o púbico numa aventura jamais experimentada e que revela do que somos capazes quando decidimos lutar pela vida.

Curiosidades

- 127 Horas é o tempo em que o alpinista ficou preso.

- Baseado no livro Between a Rock and a Hard Place, escrito pelo próprio Aron Ralston.
Nota

9.0

Patriotismo !

Patriotismo !

Ultimamente temos visto nos jornais de todo o mundo, as revoluções feitas na Tunísia e agora Egito, onde a população sai à rua para exigir melhoras em seus governantes atuais ou ate mesmo a renuncia de seus poderes. Quando vejo atos desse em pro do seu pais me vem só um pergunta em minha cabeça, o que falta pra nos Brasileiros tomarmos essa mesma atitude. Em tempos passados quando jovens estudantes tomados pela consciência de que temos o poder de mudar os rumos que nosso governo esta tomando.
Um pais que não da mais valor aos nossos idosos que trabalharam sua vida toda para em seus últimos dia ter um aposentadoria boa, onde o salário mínio para a classe operaria e trabalhadora no nosso pais não chega aos 700,00R$ por mês.Mais nossos digníssimos deputados todo o ano tem um aumento de 100% em cima de seus salários exorbitantes, fora sés benefícios que lhes dão direito ate como posso dizer “Uma Bolsa Terno” ou um “Cartão Corporativo “ que lhes da o direito de gastar o quanto quiserem do nosso dinheiro, a qual pagamos em forma de juros e impostos cobras por um  máfia de deputados e senadores que não pensão no bem de nossa nação e sim para o uso fruto dos mesmo.

Vejo vários brasileiros saindo de nosso pais, indo tentar grandes oportunidades em paises de fora assim como Portugal, Inglaterra, Japão, e o grande campeão de todos os Estados Unidos, nossos brasileiros não sei por que motivo eles acham que se forem para  fora do pais iram conseguir uma vida melhor e mais digna, mais lá são maltratados por não estarem em seu pais, cargas horárias abusivas, por troca de alguns dólares.
Mais a única diferença  que eu vejo principalmente nos Americanos e nos Brasileiros e o amor a pátria, eles podem estar passando pela piores crises assim como a da bolsa de Nova York de 29 como a crise mundial que afetou ate mesmo a maior potencia mundial os Estados Unidos eles ainda continuam a defender seu pais com unhas e dentes e fazendo os seus devores de cidadão e empurrando o pais pra frente. E isso que falta nos arregaçarmos nossas mangas e brigar defender nossos direitos e nos esforçarmos pra melhor cada vez mais nosso pais isso e ser “Patriota”, não a cada quatro anos pendurarmos bandeiras e viver um ilusão provocada pela copa do mundo.
“Vamos lutar por um pais melhor e mais justo para nos Brasileiros “

quinta-feira, março 17, 2011

Indicação do Filme da Semana - Indicado por Mirele

"Um Sonho Possivel"

Sinopse

O adolescente Michael Oher (Quinton Aaron) sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado na rua por Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael - que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno - deixe-a resgatá-lo do frio. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. O que começa com um gesto de bondade evolui para algo maior, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy, apesar de terem origens bem diferentes.

Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encerar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta.

Curiosidades sobre o filme

- Baseado no livro The Blind Side: Evolution of a Game, de Michael Lewis

- Ganhou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz - Drama (Sandra Bullock).

- Recebeu 2 indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (Sandra Bullock).

- Um Sonho Possível teve um orçamento de US$ 29 milhões.

Nota

8.5 

Turismo não combina com exploração

Campanha “Um gol pelos direitos de crianças e adolescentes” será lançada simultaneamente em 13 cidades, buscando a prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo

O Ministério do Turismo, em parceria com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília, lança hoje (09/12), uma campanha nacional de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. A mobilização acontecerá nas 12 cidades-sede de jogos da Copa de 2014, e também em João Pessoa (PB).
“O Brasil está se preparando para realizar uma grande Copa do Mundo, e vamos receber milhares de turistas estrangeiros, além dos milhões de brasileiros que viajarão dentro do país, para acompanhar os jogos e a festa”, explica Elisabeth Bahia, coordenadora-geral do Programa Turismo Sustentável e Infância do Ministério do Turismo. Segundo Bahia, a campanha vai ampliar o debate com a sociedade e colocar em pauta a necessidade de uma Copa com sustentabilidade, sem exploração de crianças e adolescentes em qualquer equipamento turístico ou cidade do país. “Começando a prevenir agora, vamos marcar um gol também fora dos campos, em defesa da vida das nossas crianças e adolescentes.”
O lançamento da campanha acontecerá após um intenso período de preparação nas sedes, com formação de multiplicadores, debate com participantes do setor público e privado do turismo e oficinas. “A exploração sexual infantojuvenil é uma grave violação dos direitos humanos e não pode ter espaço no setor turístico, atividade econômica que se torna a cada dia mais importante para o país. Hoje, já temos um apoio fundamental de muitos empresários de hotelaria, transporte e da área de bares e restaurantes, que divulgam e trabalham a prevenção em suas empresas”, afirma Elisângela Machado, coordenadora executiva do projeto no CET/UnB.
Mobilização nas redes Além de várias atividades nas cidades, a campanha será lançada com força nas redes sociais. Orkut, Twitter, Facebook, YouTube e Flickr hoje mobilizam milhões de pessoas e formam opinião sobre os mais diversos temas. A campanha terá perfil em cada uma dessas redes, convidando os seguidores a participar da mobilização no dia 9 de dezembro. Também serão oferecidas informações sobre o tema, estimulando a denúncia por meio do Disque 100 e a adoção de um Código de Conduta pelos empresários do setor do turismo.
Fonte: Childhood Brasil

Erotização Infantil

Erotização Infantil

Ticiano - Bacanal de las Andrians (1518-1519)

Assim, a criança deve passar pela fase oral (obtendo prazer pela sucção do seio materno, da chupeta, do dedo, ou levando os objetos à boca), pela fase anal (quando aprende a controlar a atividade esfincteriana), e por outras, até chegar à puberdade. A auto-estimulação de zonas erógenas não se configura propriamente como uma masturbação - atividade característica da puberdade - e sim como um tipo de sexualidade especialmente infantil, diferente da adolescente e da adulta. 

É fácil imaginar o escândalo provocado por essas idéias na sociedade vienense do início do século XX. Neste momento histórico, predominava uma concepção de infância associada a uma aura de pureza, inocência e ingenuidade. A criança deveria ser protegida dos ditos "segredos adultos", como aqueles relativos à violência e ao sexo. E se definia, justamente, pelo não conhecimento desses "segredos". 

Em outras palavras, as crianças eram consideradas crianças uma vez que não sabiam de coisas que só os adultos sabiam, pela experiência ou pela leitura de livros escritos por outros adultos. Em oposição, os adultos, detentores deste saber proibido às crianças, seriam aqueles com a função de orientá-las e discipliná-las


Mas não foi sempre assim. 

Na Idade Média, os adultos tinham outras formas de se relacionar com as crianças. Sabe-se que o trabalho infantil (sobretudo a partir dos sete anos de idade) era encarado com naturalidade. Não havia preocupação em proteger a criança dos "segredos adultos": falava-se de sexo, e quiçá fazia-se sexo, na presença de crianças - como sugere Ticiano no quadro Bacanal de las Andrians (1518-1519), onde o pintor retrata uma criança, aparentando dois anos de idade, no meio de adultos nus se tocando com luxúria. 

A arquitetura medieval, inclusive dos palácios e castelos aristocráticos, revela um ambiente onde não há lugar para a privacidade: os cômodos eram interligados entre si, e as famílias, compostas por muitos membros - avós, tios, primos, agregados...

Adultos e crianças medievais compartilhavam não só dos mesmos ambientes sociais, mas também de um mesmo ambiente informacional, de um mesmo não saber: eram ambos analfabetos, já que a leitura era um privilégio restrito ao clero. Escolas eram raras ou inexistentes. Numa cultura da oralidade, não havia espaço para uma divisão nítida entre infância e idade adulta. Os valores e costumes sociais eram apreendidos pelos pequenos diretamente, a partir do contato com os adultos, que não demonstravam grandes preocupações acerca da educação infantil. 

A criação moderna da prensa tipográfica, associada à alfabetização socializada, veio mudar este quadro. Passou-se a imprimir e publicar diversos livros, contendo saberes que se colocavam à disposição de quem soubesse ler. 

Desta forma, surgiu um parâmetro claro e objetivo para diferenciar adultos e crianças: os primeiros seriam aqueles que sabem ler e escrever; as últimas, aquelas que deveriam passar por um processo gradual e lento, até adquirirem este saber. A função da escola, neste momento, ganhou uma fundamental importância: à escolarização se atribuiu a tarefa de ensinar às crianças a via de acesso aos saberes que circulavam no mundo adulto (a alfabetização) e, simultaneamente, prepará-las para este mundo através da disciplinarização.

Essa revisão histórica da civilização ocidental nos obriga a concluir que as formas de se conceber a infância variam, de tempo em tempo, de sociedade a sociedade. Muito além do fator biológico, que aponta para características anatômicas e fisiológicas específicas às crianças, cada contexto cultural é capaz de criar uma maneira particular de concepção de criança, no sentido que as formas de se relacionar com ela, e o próprio papel dela na sociedade, resultam de uma complexa rede de valores e regras predominantes nesta sociedade.

Na modernidade, a ascensão sócio-econômica da burguesia trouxe valores diferentes dos medievais, e um novo modelo de organização familiar. Modelo este que costuma ser chamado de família burguesa ou família nuclear - restrito ao núcleo pai-mãe-filho(s). Nesta família, mãe e pai ganharam funções muito bem definidas. A ela, caberia o cuidado com a casa, o marido e os filhos (atuando no espaço privado do lar); a ele, caberia o sustento da família através do trabalho remunerado (atuando no espaço público). Aos dois, caberia a obrigação de amar e educar seus filhos, investindo neles uma perspectiva de futuro, de progresso, condizente à conjuntura histórica da época.

Este modelo familiar, hoje, parece estar em crise. É crescente o número de casais separados ou divorciados, madrastas e padrastos, ou mães e pais que criam seus filhos sem a ajuda de um cônjuge. A mulher, não mais confinada às atividades domésticas, conquista um espaço cada vez maior no mercado de trabalho - e, não raro, culpa-se por não dedicar aos filhos a atenção que julga dever dedicar. 

Nas últimas décadas, as transformações tecnológicas têm engendrado mudanças sociais e psicológicas, configurando-se como um dos principais vetores de subjetivação da contemporaneidade. Os meios de comunicação ensinam às pessoas novas formas de agir e pensar. E as crianças, obviamente, não se excluem deste processo.

Há quem diga que a infância – revestida desta aura de pureza, inocência e ingenuidade - consiste numa invenção moderna, que está fadada a desaparecer. (Werneck, 2001.) Há ainda quem vá mais longe. Alguns pensadores localizam o surgimento e a crise deste conceito em dois marcos históricos específicos: em 1850 e 1950, respectivamente. (Steinberg & Kincheloe, 2001.) Em 1850, o trabalho infantil foi abolido das fábricas inglesas, no auge da Revolução Industrial - movimento crucial para a concretização dos interesses sociais burgueses. Quanto a 1950, é um ano que simboliza a criação e difusão de um aparato tecnológico que tem modificado a humanidade desde então: a televisão. 

Na Idade Média, adultos e crianças dividiam o mesmo ambiente informacional - o da oralidade, para a qual todos estamos biologicamente aptos. Na Pós-Modernidade, a televisão é capaz de simular um ambiente informacional semelhante ao medieval. Melhor dizendo: para assistir à TV, basta ver e ouvir, habilidades a que adultos e crianças estão biologicamente aptos. 

O processo de leitura, ao contrário, exige um esforço de aprendizagem que costuma durar anos, e está longe de ser instintivo. Antes de mais nada, deve-se desenvolver um autocontrole corporal que permita um exercício introspectivo de atenção e concentração. Deve-se memorizar as letras, seus respectivos sons, e depois compreender a estrutura das sílabas, das palavras, das frases... Mais tarde, deve-se entender o sentido geral de um parágrafo, de um texto, de um livro... E, enfim, aprender a ler criticamente – uma capacidade que, às vezes, não se adquire nem mesmo depois da adolescência. Portanto, a divisão das crianças por idade, nas séries escolares, atende às etapas deste processo. 

Para assistir à televisão, é bastante diferente. Uma criança de dois anos – como aquela retratada por Ticiano em meio a um bacanal –pode apertar um simples botão e deparar-se com cenas de sexo explícito na telinha. Conseqüentemente, a televisão inviabiliza a proteção da criança (tão valorizada pelos modernos) do acesso aos "segredos adultos", que antes se desvendavam apenas nos livros, ou pela experiência. Para certos autores, a televisão impossibilita que exista a infância como a fase do não saber, da pureza, inocência e ingenuidade. 

O escritor norte-americano Neil Postman (1999), por exemplo, afirma que a criação da infância só foi possível pelo advento da prensa tipográfica, e proclama o desaparecimento da infância devido ao advento da televisão.

Entretanto, convém nos questionarmos: estaríamos diante do fim da infância ou de novas formas de ser criança? Como adultos, tendemos a pensar na criança de acordo com critérios coerentes à criança que nós fomos um dia. Contudo, a velocidade das transformações sociais e psicológicas, impulsionadas pelas transformações tecnológicas que testemunhamos, faz com que ser criança hoje seja diferente de ser criança poucas décadas atrás.

De alguns anos para cá, a programação televisiva, pelo menos no Brasil, tem exibido com maior freqüência os tais "segredos adultos", em horários que teoricamente obedecem a uma censura imposta pelo Ministério da Justiça. Apenas teoricamente. Na prática, o sexo aparece na TV a qualquer hora do dia - ainda que implícito e sutil: nas dançarinas de biquíni que rebolam no cenário dos programas de auditório. 

Crianças assistem a novelas e telejornais. Adultos assistem a programas infantis. Ao perceberem este fato, as emissoras televisivas passaram a veicular propagandas de produtos "para adultos" nos intervalos de programas infantis. Propagandas de cerveja com mulheres sensuais e seminuas. Chamadas de novelas, num trailler de cenas picantes. (Sampaio, 2000.) 

Por outro lado, tem proliferado também, em diferentes horários, a quantidade de propagandas que falam diretamente à criança. Isso se explica por um fenômeno recente de incorporação da criança à sociedade de consumo: de filha do cliente, ela ascendeu ao status de cliente. (VEIGA, 2001.) E já pode desejar e consumir produtos como a sandalinha da Carla Perez, ou as roupas da grife lançada por ela, CP Girls, nos moldes da grife de Xuxa, O bicho comeu. 

Na TV, a criança assiste ao Festival de Desenhos da Rede Globo. Na rua, depara-se com a foto da apresentadora, Deborah Secco, nua e numa pose sexy, no outdoor que anuncia a revista Playboy.

Portanto, os universos simbólicos de adultos e crianças estão expostos, na televisão e em outras mídias, para ambos. E o controle do que é visto pelas crianças, que tradicionalmente caberia aos pais, é extremamente frágil: a TV, muitas vezes, transforma-se numa conveniente "babá eletrônica", que mantém os filhos quietos enquanto os pais trabalham ou se ocupam com os afazeres domésticos. Além disso, é grande o número de crianças que assistem a programas em horários não recomendáveis para sua faixa etária.

As conseqüências desta situação se evidenciam na própria mídia. No programa do Gugu, crianças imitam o grupo É o tchan, em coreografias insinuantes e dublagens de letras de música do tipo: "Tá de olho no biquinho do peitinho dela...". (Valladares, 1997.) Na vida, meninas escolhem para fantasias de carnaval o figurino sensual de Carla Perez, Tiazinha, ou outros símbolos sexuais televisivos. 

Porém, estas não são as manifestações mais preocupantes da erotização infantil. Até aqui, constatamos apenas que estas crianças contrariam o ideal de infância concebido a partir da modernidade. Mais preocupante é saber que, atualmente, no Brasil, já é significativo o número de meninas que, mal ficam menstruadas, iniciam-se na vida sexual propriamente dita: no Censo de 2000, o IBGE inclui, pela primeira vez, a faixa etária de 10 a 14 anos nas suas estatísticas de maternidade. 

Assim, torna-se claro que muitas crianças (considerando-se que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma pessoa de até 12 anos ainda é uma criança) estão exercendo hoje uma sexualidade que, há um século, foi descrita por Freud como adulta. Em vez de se limitarem ao prazer perverso e polimorfo - seguido pela masturbação na puberdade para que, somente depois, venham a praticar o sexo com um parceiro - crianças transam com crianças, e dão à luz outras crianças. 

Diante destes dados, cabe destacar dois pontos fundamentais no que se refere à Educação, seja ela escolar ou parental: 1) O hábito de se qualificarem as manifestações sexuais infantis como algo "terrível" e "cruel" – e a televisão como um "bicho papão" – não contribui, em si, à compreensão destas novas formas de ser criança. Pelo contrário: apenas afastam o educador de uma possibilidade de entender melhor esta questão e, por conseguinte, de lidar melhor com ela. E 2) a mobilização do educador, ou de qualquer pessoa preocupada com o processo de erotização da infância, deve resultar em ações voltadas antes para os resultados mais graves deste processo: a gravidez precoce, a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis etc. 

Se for considerado "impróprio para menores" um bate-papo aberto sobre sexo, nas escolas ou em casa, os pequenos dificilmente receberão a orientação adequada sobre como proceder ao iniciar sua vida sexual.


BIBLIOGRAFIA
ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
CASTRO, L. R. (org.) Infância e adolescência na cultura do consumo. Rio de Janeiro: Nau, 1998.
FREUD, S. Os três ensaios sobre a sexualidade. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: Edição Standard Brasileira. v. VII, Rio de Janeiro: Imago, 1989.
POSTMAN, N. O desaparecimento da infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.
SAMPAIO, I. S. V. Televisão, publicidade e infância. São Paulo: Annablume, 2000.
STEINBERG, S. R., KINCHELOE, J. L. (org.) Cultura infantil: a construção corporativa da infância. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
VALLADARES, R. O tchan infantil. Veja, 13 ago. 1997, p. 122-123.
VEIGA, A. Criança pensando como gente grande. Veja, 16 mai. 2001, p.70-72.
WERNECK, A. O fim da inocência. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 2 set. 2001, Caderno B, p. 1.. 

quarta-feira, março 16, 2011

Invasão da era tecnológica !

Redes Sociais

O que são redes sociais? 
Grosso modo, redes sociais são um meio de se conectar a outras pessoas na internet. Os sites de redes sociais geralmente funcionam tendo como base os perfis de usuário - uma coleção de fatos sobre o que um usuário gosta, não gosta, seus interesses, hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que ele queira compartilhar. 

Geralmente, esses sites oferecem vários níveis de controle de privacidade. Por exemplo, o Facebook permite que outras pessoas encontrem o seu perfil, procurando pelo seu nome ou endereço de email, mas você pode proteger as informações particulares do seu perfil de qualquer um que você não tenha aprovado especificamente. No Twitter, você pode definir que suas atualizações sejam particulares, podendo ser vistas apenas pelas pessoas que você aprovar. 

O objetivo das redes sociais é juntar um grupo de pessoas com quem você esteja interconectado por um ou mais fatores. 

Algumas redes sociais estão montadas especificamente ao redor de interesses especiais. Esses sites existem para compartilhar experiências, conhecimentos e formar grupos sobre tópicos específicos.


No Brasil as primeiras redes sociais a fazerem sucesso foi o Orkut com sua jogada de marketing, sensacional onde você recebia um convite de um amigo que já era participante da rede social.Isso passava uma sensação de exclusividade a cada pessoa nova que ia entrando e aderindo a nova moda.

Com o passar dos tempos acabaram vindo novas rede sociais, mais o Orkut ainda continua a ser predominante do pais do Carnaval e do futebol.Depois de alguns anos em agora o mercado brasileiro vê chegando dois grandes gigantes que estão ganho cada vez mais espaço, eles são o Face Book e Twitter cada vez mais, as pessoas estão aderindo a essa nova moda.

Mais tudo que vemos hoje em dia tem dois lados da moeda, não generalizando mais esses sites proporciona a todos os tipos de pessoas expressar suas idéias algumas não tão honrosas, como já cheguei a ver comunidades que fazem apologia ao uso de drogas, pedofilia, racimos.Temos que procurar delatar e não relatar esses abusos, 5 minutos de nosso tempo pra praticar essa boa ação não nos matara.

E com isso entra outra questão também, a conscientização dos nossos jovens hoje em dia isso vem acontecendo muito com jovens entre 12 e 17 anos principalmente no Twittercam, onde os jovens em busca de um necessidade de se destaque ser popular vem a começa um leilão, sim você não entendeu errado leilão, e colocam a vendas partes de seus corpos, coisas como “eu vou mostra o peitos quando ave 3,000 pessoa online assitido”.vamos concientizar melhor nossos jovens já que eles são o nosso futuro.

Pro - Ana e Mia

Pro-Ana e Mia

Anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficientedieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afeta alguns rapazes. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.

Bulimia nervosa é uma disfunção alimentar. Tem incidência maior a partir da adolescência e de 3 a 7% da população, embora seja difícil mapear o real número de pessoas que sofrem da doença, uma vez que ela está cercada de preconceitos e é difícil para o próprio doente confessar seu problema. Cerca de 90% dos casos ocorre em mulheres. A pessoa bulímica, de acordo com os critérios diagnósticos do CID 10, tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, muito mais do que a maioria das pessoas conseguiriam se alimentar em um determinado espaço de tempo, seguidos pelo sentimento de culpa e tentativas para evitar o ganho de peso com jejuns, exercícios, vômitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos e/ou enemas. Existe também trabalhos acadêmicos recentes relatando que a ingestão alimentar excessiva caracteriza-se muitas vezes pelo sentimento subjetivo de excesso do que excesso propriamente dito. Mas, de toda forma, o CID 10 conceitua a questão de uma ingesta excessiva objetiva para fins diagósticos.

A busca desenfreada pelo corpo perfeito está produzindo disparates: o número de sites que defendem medidas drásticas de emagrecimento cresce a cada dia. Protegidos pelo anonimato da internet, eles promovem regimes compulsivos e enaltecem doenças graves como a anorexia e a bulimia. “Anas” e “mias”, como se denominam as jovens de todo o mundo, inclusive do Brasil, que sofrem desses dois distúrbios alimentares, usam a rede para trocar experiências. Receitas de como ingerir menos de 300 calorias diárias, como provocar o vômito e até mesmo de como combinar remédios e laxantes são recorrentes nas comunidades do Orkut em que elas se reúnem. “Não comia mais nada a não ser uma maçã por dia… emagreci 22 quilos”, conta uma internauta. “Beba detergente, mas bem pouquinho”, é o conselho insensato em um tópico sobre formas de induzir o vômito.
A maioria das “anas” e “mias” possui uma identidade falsa no site de relacionamentos para que elas possam participar dessas discussões sem ser identificadas. As meninas apresentam, em suas páginas, fotos de mulheres magérrimas e de suas musas inspiradoras e delgadas, como a atriz Nicole Ritchie, a cantora Cristina Aguilera e as modelos Kate Moss, Gisele Bündchen, Yasmin Brunet e Carol Trentini.
Em uma comunidade que divulga a privação total de alimento (no food) como forma de atingir  essa perfeição distorcida, há quem afirme ter passado 9 dias comendo apenas barras de cereais esporadicamente. “Mesmo com tonturas e tremedeiras, consegui ficar até o sétimo dia!”, comemora uma jovem. Sabendo ou não o risco que correm, elas combinam uma data para iniciar juntas um período de “no food”  e oferecem apoio umas às outras para manter a abstinência. “Quem começa um no food amanhã comigo?”, é a proposta presente em quase todos os fóruns e comunidades.
Se, nesse período, alguma menina passa mal e desiste, pede desculpas ao grupo e o incentiva a permanecer na “guerra contra a comida maldita”. As “ana girls”, como são chamadas as amigas que têm a doença e se correspondem na internet, se vêem como garotas disciplinadas que necessitam umas das outras para manter suas dietas malucas à base de Coca-Cola Light, chás e Trident.
Além de passar dias sem ingerir carboidratos, “anas” e “mias” associam remédios de tarja preta, fazem uso de laxantes e diuréticos e aumentam a dosagem aleatoriamente. “Ontem, tive uma crise. Às 3h da tarde, comi uma pizza inteira. Para não me sentir tão culpada, tomei 5 laxantes logo depois”, revela uma das jovens.
Quem pensa que só mulheres fazem parte desses grupos está enganado. Cada vez mais meninos sofrem com os distúrbios alimentares. Nas comunidades só para eles no Orkut, procuram “fórmulas milagrosas” para perder peso ou ajuda para vencer as doenças. “Quero meus 48kg de volta”, desabafa um garoto de 17 anos que mede 1,77m e pesa 54kg. Essa obsessão pela magreza transforma distúrbios alimentares em um estilo de vida. Meninas e meninos de todas as idades deixam de comer e exageram nos exercícios físicos almejando um padrão de beleza doentio.
Muitas das pessoas que sofrem dos distúrbios acreditam que são anoréxicas por escolha, que são poderosas porque detêm o controle sobre os próprios corpos. Outras se referem ao distúrbio como algo que exerce um domínio incontestável sobre elas, que induz seu comportamento e é quase personificado através do nome Ana
Se no Brasil os meninos e meninas se comunicam sobretudo por meio do Orkut, americanas, canadenses e neozelandesas trocam experiências em sites como o Xanga.com, hospedeiro de blogs. Nele pode-se ter acesso à versão da “carta da Ana”, uma espécie de manifesto. “Meu nome é Anorexia Nervosa, mas você pode me chamar de Ana. A partir de agora vou investir muito tempo em você e espero que retribua isso”, diz a carta. Internautas afirmam que possuem o seu teor escrito na parede do quarto. “Sou sua única amiga. Eu criei você, essa pessoa magra, perfeita. Sem mim, você não é nada”, completa o tom desafiador da carta.
Uma garota, de 14 anos, confessa que foi obrigada a criar um novo blog no Xanga.com porque seu endereço antigo foi descoberto por uma amiga. “Ela quer me ajudar a vencer a Ana e a Mia. Eu sei que tem boas intenções, mas continuar emagrecendo é uma coisa que preciso fazer por mim, por todas vocês anas e mias, pela Ana”, declara.
O número de depoimentos pró-ana e pró-mia no site é ainda maior quando se aproxima o feriado de primavera nos Estados Unidos. Viajar com os amigos para a praia deixa de ser uma diversão e se transforma em uma tortura para meninas obcecadas por dietas inconseqüentes e exercícios. As páginas de blogs abrem espaço para um desafio: perder o máximo de peso no mínimo de tempo, custe o que custar. Quando o feriado acaba, o foco é o verão, e uma data se sucede à outra como incentivo diabólico à perda de peso.
Mas, ao mesmo tempo em que a internet é usada para divulgar essas idéias absurdas, ela também é um espaço de luta contra os dois transtornos: pessoas que superaram a anorexia e a bulimia contam suas histórias e apóiam internautas que enfrentam o problema.
“Comecei a ter sintomas com 14 anos, cheguei a pesar 34kg. Eu vomitava até 20 vezes por dia, tomava laxante, fazia academia exageradamente e me pesava o tempo todo”, confessa uma menina, do Rio Grande do Sul. Após muitos desmaios e idas quase diárias ao hospital, ela buscou tratamento. Hoje faz palestras em escolas alertando os adolescentes sobre os perigos que a anorexia e a bulimia representam para a saúde.
Em um site francês de fóruns, http://forum.doctissimo.fr, muitas meninas buscam no tópico “Anorexie et Bulemie” incentivo para voltar a se alimentar normalmente e a aceitar o  próprio corpo. “Estou orgulhosa… recuperei 15kg em 3 meses! Sem contar que não provoquei mais o vômito”, afirma, comemorando, uma delas. “Procuro meninas que queiram começar uma semana sem crise comigo para que a gente se apóie”, completa outra menina que logo consegue a adesão de um grupo.
No Brasil, esse tipo de discussão está mais restrita a artigos em páginas de psicologia e saúde, e nas mesmas comunidades do Orkut em que “pró-anas” e “pró-mias” se concentram. Faltam sites específicos sobre os transtornos alimentares que mostrem perspectivas para essas garotas reconhecerem e combaterem os distúrbios. “Não desejo essa doença para ninguém, foi a pior coisa que me aconteceu”, relata uma carioca de 21 anos, que chegou a pesar 27kg. Ela enfrentou a anorexia com acompanhamento clínico, psicológico e o apoio fundamental dos familiares. “Perdi 2 anos da minha vida, e agora estou sofrendo as conseqüências na recuperação”, conclui.
Fonte: Juliana Diniz, em Revista Cláudia